1887
Volume 30, Issue 2
  • ISSN 0272-2690
  • E-ISSN: 1569-9889
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Abstract

Este trabalho tem o objetivo de discutir as políticas lingüísticas promovidas pelo sistema educacional uruguaio que visam a combater a presença do português nas comunidades bilíngües no norte do país nos últimos dois séculos. Ilustra-se como essas políticas, comuns no século XIX quando respondiam ao ideal de uma nação = um idioma, persistiram no século XX e se estendem até os dias atuais. Propõe-se que esses ideais são baseados em três princípios equivocados, a saber, que a língua materna de todo o território é o espanhol, que a presença do português no Uruguai é devida à influência do Brasil e que todos os uruguaios devem falar espanhol, ou não serão verdadeiros uruguaios. Finalmente, examinam-se as orientações das planificações lingüísticas propostas por Ruiz (1984) e conclui-se que o português uruguaio não deve ser visto como um problema ou um direito, mas como um recurso nacional do qual toda a nação pode se beneficiar. Para tanto, é necessário que se esclareça o status do português uruguaio como um dialeto do português tão legítimo como qualquer outro. Desta maneira, acredita-se que as planificações lingüísticas baseadas em ideais ultrapassados e discriminatórios possam atualizar-se e responder a necessidades atuais de integração regional e apelo multicultural.
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2006-01-01
2019-10-15
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